Martinho Lutero, o reformador da Igreja – (Parte 6) – Final

AS OPINIÕES SOBRE LUTERO

Certa vez, Paul Althaus, teólogo alemão, referiu-se a Lutero como um “oceano”. Essa imagem aplica-se não somente a enorme produção literária de Lutero, mas também a sua poderosa originalidade e profundidade nos assuntos que se propunha a escrever. Apenas dois outros teólogos na história da igreja, Agostinho e Aquino, aproximam-se da estatura de Lutero. Apenas os documentos do Novo Testamento, foram estudados com tanto escrutínio quanto as obras do reformador alemão. Por isso ele é chamado de “oceano”, onde podemos nos afogar de conhecimento.

Foram feitas diversas tentativas de interpretar Lutero sob o aspecto de sua influencia mais tarde na historia. A igreja Católica o retrata com um monge louco, um psicótico demoníaco que derrubou os pilares da Igreja Mãe. Para os protestantes ortodoxos, Lutero foi o cavaleiro divino, um Moisés, um Sansão (demolindo o templo dos filisteus), um Elias, até mesmo o Quinto Evangelista. Para os pietistas, foi o bondoso apóstolo da conversão. Os nacionalistas alemães celebravam-no como herói do povo e “pai de seu país”. Significativamente os textos de Lutero podem ser citados em defesa de cada uma dessas caricaturas. Nenhuma delas, entretanto, considera seriamente a própria auto-compreensão de Lutero, que é onde uma avaliação satisfatória de sua teologia deve  by NetoCoupon” href=”http://www.santovivo.net/gpage321.aspx”>universal de educação elementar para que o povo pudesse aprender a Bíblia em alemão; a execução dessa tarefa foi recomendada aos governos das cidades alemãs numa carta em 1524; em 1530, ele escreveu acerca da obrigação dos pais de enviarem seus filhos à escola. A educação elementar compulsória teve nesses esforços seus primórdios. Interessou-se ainda pelas escolas secundárias e pela educação universitária.

Lutero recolocou a pregação em seu devido lugar, restabelecendo um meio de instrução espiritual que havia sido largamente usado na Igreja Primitiva e abandonado pela Igreja Católica. Acima de tudo, levou sua geração a perceber que a cultura não era apenas uma questão da razão, mas da regeneração pela fé em Cristo. Lutero não repudiou o individualismo da Renascença, mas fez dele um assunto espiritual ao propor que pela fé em Jesus Cristo, o individuo podia manter uma comunhão salvífica com Deus. No lugar da autoridade exclusiva da igreja, ele apresentou a Bíblia como a regra de fé e prática infalível que todo crente-sacerdote poderia usar para se orientar em questões de fé e moral. Lutero não negou a necessidade de uma relação comunitária entre o indivíduo e os outros membros na Igreja; ao contrário, insistiu sempre na importância da comunhão com outros membros do Corpo de Cristo. A Igreja deveria estar debaixo da autoridade de Cristo e não do papa.

 

Bibliografia: 

Dias, J. B. (14 de Outubro de 2017). Martinho Lutero, o reformador da Igreja. Fonte: Santo Vivo: www.santovivo.net

 

Segue abaixo as referências do autor:

História Antiga Medieval e Moderna – SOL Editora

Nova História Crítica – Mário Furley Schmidt – Ed. Nova Geração

O Cristianismo Através dos Séculos – Earle E. Cairns – Ed. Vida Nova

Teologia dos Reformadores – Timothy George – Ed. Vida Nova

 

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